Compreendendo a Recaída no Transtorno por Uso de Álcool
A recuperação do transtorno por uso de álcool (TUA) é um processo contínuo e, para muitas pessoas, não linear. A recaída, ou o retorno ao consumo de álcool após um período de abstinência, é uma ocorrência comum e um desafio significativo no tratamento. Longe de ser um sinal de fracasso, a recaída é hoje compreendida como uma característica de transtornos crônicos, incluindo a dependência de álcool, de forma análoga a como um paciente com diabetes ou asma pode ter uma crise de sua condição [1]. Estudos indicam que uma proporção significativa de indivíduos em tratamento para TUA, entre 40% e 80%, experimenta pelo menos um episódio de consumo de álcool no primeiro ano após o tratamento, e cerca de 20% retornam aos níveis de consumo anteriores [2]. Essas estatísticas ressaltam a importância de entender a recaída não como um evento isolado, mas como um processo influenciado por múltiplos fatores. Lapso vs. Recaída: Uma Distinção Crucial É fundamental diferenciar os conceitos de lapso e recaída, embora muitas vezes sejam usados como sinônimos. •Lapso é um episódio isolado e inicial de consumo de álcool após um período de abstinência. Um lapso não significa necessariamente o retorno ao padrão de consumo problemático anterior [3]. •Recaída é um processo mais amplo, que envolve o retorno a um padrão de consumo problemático e sustentado, semelhante ao que existia antes do período de abstinência [3, 4]. Essa distinção é vital, pois a maneira como o indivíduo e a equipe de saúde respondem a um lapso pode determinar se ele evoluirá para uma recaída completa. Ver um lapso como uma falha total pode gerar sentimentos de culpa e desesperança, o que, por sua vez, pode levar a um consumo ainda maior de álcool, em um fenômeno conhecido como Efeito de Violação da Abstinência (AVE) [2]. Por outro lado, se o lapso for visto como uma oportunidade de aprendizado, o indivíduo pode conseguir retomar a abstinência, um resultado por vezes chamado de prolapso [2]. Os Estágios da Recaída A recaída é um processo que geralmente se desenrola em três estágios, e reconhecer os sinais de cada um é uma parte crucial da prevenção [4]. 1.Recaída Emocional: Nesta fase, o indivíduo não está pensando conscientemente em beber, mas suas emoções e comportamentos estão criando um terreno fértil para uma futura recaída. Os sinais incluem isolamento, irritabilidade, ansiedade, não frequentar grupos de apoio e negligenciar o autocuidado (má alimentação, sono inadequado). 2.Recaída Mental: Aqui, ocorre uma luta interna. Parte da pessoa quer voltar a beber, enquanto outra parte deseja manter a abstinência. Os sinais incluem o surgimento de desejos (fissura), pensar em pessoas, lugares e situações associadas ao uso passado, minimizar as consequências negativas do álcool e fantasiar sobre os supostos prazeres de beber. 3.Recaída Física: Este é o estágio final, em que o indivíduo efetivamente consome álcool. Como mencionado, o primeiro gole é o lapso, que pode ou não levar a uma recaída completa. Fatores de Risco e Gatilhos A vulnerabilidade à recaída é influenciada por alterações neurobiológicas duradouras causadas pelo uso crônico de álcool, que perpetuam o TUA [1]. Além disso, diversos fatores podem aumentar o risco de uma recaída: Categoria Fatores de Risco Específicos Intrapessoais Estados emocionais negativos (estresse, raiva, frustração), anedonia (dificuldade de sentir prazer), desejos e fissuras, e problemas de saúde física ou mental. O estresse cotidiano é um gatilho particularmente potente [3]. Interpessoais Pressão social, conflitos interpessoais (familiares, no trabalho) e exposição a ambientes ou pessoas associadas ao consumo de álcool no passado. Comportamentais Tabagismo (fumantes têm maior risco de recaída do que não fumantes) e um curto período de abstinência antes de iniciar o tratamento formal [3]. Cognitivos Decisões Aparentemente Irrelevantes (SIDs), que são pequenas escolhas que colocam o indivíduo em uma situação de alto risco (por exemplo, decidir passar em frente ao bar favorito) [2]. Prevenção e Manejo da Recaída O tratamento profissional para o TUA é projetado para prevenir a recaída. As abordagens baseadas em evidências combinam intervenções farmacológicas e psicossociais. “As alterações permanentes no cérebro, causadas pelo uso indevido do álcool, perpetuam o AUD e tornam as pessoas vulneráveis à recaída. A boa notícia é que, independentemente da gravidade do problema, o tratamento baseado em evidências com terapias comportamentais, grupos de apoio mútuo e/ou medicamentos pode ajudar as pessoas com AUD a alcançar e manter a recuperação.” [1] Tratamentos Comportamentais (Psicoterapia): Terapias como a Terapia Cognitivo-Comportamental (TCC) são fundamentais. Elas ajudam os indivíduos a desenvolver habilidades para identificar, evitar e lidar com situações de alto risco e gatilhos como o estresse. O objetivo é construir a autoeficácia – a confiança na própria capacidade de manter a mudança de comportamento [1, 2]. Medicamentos: Existem medicamentos aprovados que podem ajudar a prevenir a recaída. A naltrexona, o acamprosato e o dissulfiram atuam de diferentes maneiras para reduzir o desejo de beber ou criar uma reação aversiva ao álcool. Esses medicamentos não causam dependência e podem ser usados isoladamente ou em combinação com a psicoterapia e grupos de apoio [1]. Grupos de Apoio Mútuo: Grupos como os Alcoólicos Anônimos (AA) oferecem um suporte valioso e contínuo, sendo particularmente úteis para pessoas em risco de recaída [1]. A Recaída como Parte do Processo Quando uma recaída ocorre, é crucial que o indivíduo e seu profissional de saúde ajustem o plano de tratamento. Para alguns, a recaída pode ser uma poderosa experiência de aprendizado, revelando gatilhos ou situações para as quais ainda não estavam preparados. Para outros, pode sinalizar a necessidade de uma abordagem de tratamento diferente ou mais intensiva. Compreender a recaída como um retrocesso temporário, e não como um fracasso definitivo, é essencial para manter a motivação e o compromisso com a recuperação a longo prazo. Com o suporte adequado, é sempre possível retomar o caminho da sobriedade. Referências [1] National Institute on Alcohol Abuse and Alcoholism (NIAAA). (s.d.). Entendendo o transtorno do uso de álcool. https://www.niaaa.nih.gov/sites/default/files/publications/Alcohol-Use-Disorder_Portuguese.pdf [2] Menon, J., & Kandasamy, A. (2018). Relapse prevention. Indian Journal of Psychiatry, 60(Suppl 4), S473–S478. https://pmc.ncbi.nlm.nih.gov/articles/PMC5844157/ [3] Centro de Informações sobre Saúde e Álcool
Desligue o Celular, Religue o Cérebro: Estudo Comprova os Benefícios Reais da Desconexão
Em um mundo cada vez mais conectado, o celular se tornou uma extensão de nossas vidas. No Brasil, onde a penetração de smartphones é alta e o tempo de tela diário figura entre os maiores do mundo, a linha entre o útil e o excessivo muitas vezes se dissolve. Mas e se a chave para mais felicidade, foco e bem-estar estivesse em reduzir essa conexão incessante? Um estudo recente, endossado por especialistas brasileiros, revela que sim: o celular sem internet pode ser o caminho para uma mente mais saudável e atenta. Prepare-se para descobrir como a desconexão digital, adaptada à nossa realidade, pode transformar sua vida. O Impacto da Desconexão: Um Estudo Global de Relevância Uma pesquisa realizada pela Universidade de Alberta, no Canadá, e publicada no prestigiado periódico Pnas, trouxe luz a uma questão cada vez mais pertinente: os benefícios de diminuir o acesso à internet móvel. O estudo envolveu 467 voluntários que, ao bloquear o acesso à internet em seus celulares por duas semanas, experimentaram uma melhora notável em seu bem-estar subjetivo, índices de saúde mental e capacidade de atenção. No contexto brasileiro, essa descoberta é crucial. Com a crescente preocupação com a saúde mental da população, especialmente entre jovens, a busca por estratégias eficazes para lidar com o estresse e a ansiedade do mundo digital é urgente. Os resultados do estudo ressoam com a vivência de milhões de brasileiros, que se veem presos a um ciclo de notificações e rolagem infinita. Além disso, a interrupção constante por notificações e a tentação de checar redes sociais prejudicam diretamente a atenção sustentada e a produtividade, tanto no ambiente de trabalho quanto nos estudos. O uso intenso das redes sociais, por sua vez, está associado a sentimentos de inadequação, ansiedade e depressão, um problema de saúde pública que o Sistema Único de Saúde (SUS) e profissionais de saúde mental vêm alertando. A comparação com “vidas idealizadas” online muitas vezes substitui o descanso, a interação social presencial e atividades físicas e contato com a natureza – pilares essenciais para o bem-estar psicológico. Ao optar por períodos de desconexão, transformamos o smartphone em uma ferramenta de suporte, não de distração. Os benefícios, segundo os especialistas, são notáveis
Alerta: Cannabis Sintética aumenta risco de suicídio, apontam especialistas
Profissionais de saúde estão em alerta após identificarem uma perigosa tendência: o aumento significativo de casos de ideação suicida e comportamentos de automutilação entre usuários de cannabis sintética, como o Kronic. Dados do Centro Nacional de Envenenamentos da Nova Zelândia mostram um crescimento preocupante nas chamadas relacionadas a efeitos neuropsiquiátricos graves causados pelo uso prolongado dessas substâncias. Nova tendência preocupa especialistas “Recentemente, também vimos uma nova tendência surgir com pacientes apresentando paranoia contínua associada a ideações suicidas”, alerta o toxicologista Dr. Leo Schep, especialista do Centro Nacional de Envenenamentos. Esta observação clínica não está isolada. Estudos científicos recentes corroboram a mesma ligação entre o uso dessas substâncias e pensamentos suicidas, reforçando a gravidade da situação. Muito além da cannabis natural Apesar do nome sugestivo, a cannabis sintética tem pouco em comum com a planta natural. Esses produtos contêm substâncias químicas artificiais aplicadas em matéria vegetal seca que tentam simular o THC, principal componente psicoativo da cannabis. “As pessoas presumem que só porque é chamada de cannabis sintética, ela deve ser igual à cannabis vegetal real e ter o mesmo tipo de efeito. Eles estão pensando que é legal e seguro como maconha. E não é de jeito nenhum”, explica Ross Bell, diretor executivo da New Zealand Drug Foundation. Composição química perigosa e imprevisível Pesquisas recentes realizadas no Japão revelaram que muitos produtos sintéticos contêm misturas químicas complexas com efeitos imprevisíveis, incluindo: Substâncias semelhantes à cannabis Compostos alucinógenos Químicos com efeitos similares à metanfetamina Efeitos graves já documentados Os especialistas já vinham observando diversos efeitos negativos após o uso prolongado dessas substâncias: Ansiedade severa Comportamento agressivo Episódios psicóticos Paranoia persistente O aumento de chamadas para o centro de controle de intoxicações foi classificado como uma “preocupação real” pelas autoridades, que estão monitorando de perto os riscos emergentes dessas substâncias. Futuro incerto Um dos aspectos mais alarmantes é o desconhecimento científico sobre os efeitos a longo prazo do consumo desses produtos químicos. Especialistas temem a possibilidade de danos irreversíveis ao cérebro e ao sistema nervoso. As autoridades de saúde recomendam que qualquer pessoa que apresente sintomas de ideação suicida após o uso dessas substâncias procure ajuda médica imediatamente. Se você ou alguém que você conhece está enfrentando pensamentos suicidas, ligue para o Centro de Valorização da Vida (CVV) pelo número 188
ESTIMULANTES
O que são substâncias estimulantes? Substâncias estimulantes constituem uma classe de drogas caracterizadas pela capacidade de aumentar a atividade do sistema nervoso central, intensificando a comunicação entre o cérebro e o corpo. Essas substâncias são amplamente conhecidas por induzirem sensações de alerta, energia, euforia e confiança, além de reduzirem a sensação de fadiga. Os estimulantes podem ser classificados em três categorias principais: – Substâncias legais: como a cafeína e a nicotina, amplamente consumidas em contextos recreativos. – Medicamentos prescritos: como dexanfetaminas, metilfenidato (Ritalina) e Adderall, utilizados principalmente no tratamento de transtornos como o TDAH (Transtorno de Déficit de Atenção e Hiperatividade) e a narcolepsia. – Substâncias ilícitas: como a cocaína, o speed e o ice (cristal de metanfetamina), frequentemente associadas ao uso recreativo e ao abuso. Apresentação física dos estimulantes As formas físicas dos estimulantes variam conforme o tipo de substância. Entre as apresentações mais comuns, destacam-se: – Comprimidos ou cápsulas. – Pó branco ou acastanhado. – Cristais transparentes ou granulados, frequentemente acompanhados de odor forte e sabor amargo. Essas características podem servir como indicadores para identificação das substâncias, especialmente em contextos de pesquisa ou vigilância sanitária. Denominações populares Além de suas nomenclaturas científicas, os estimulantes são frequentemente referidos por termos informais, tais como: – Energéticos. – Pílulas estimulantes. – Speed. Esses termos são amplamente utilizados em contextos recreativos ou informais, o que pode dificultar a identificação precisa das substâncias em estudos epidemiológicos. Exemplos de estimulantes amplamente utilizados A seguir, apresentam-se os principais tipos de estimulantes, classificados conforme sua origem e finalidade: – Substâncias naturais e legais: como a cafeína e a noz de bétele. – Medicamentos prescritos: incluindo dexanfetamina e metilfenidato. – Substâncias ilícitas: como a cocaína, o ice, o speed e as catinonas sintéticas. – Tradicionais: como o tabaco e o khat, frequentemente utilizados em contextos culturais ou regionais. Modos de administração Os métodos de consumo variam conforme o tipo de estimulante e o contexto de uso. Entre os modos de administração mais comuns, incluem-se: – Via oral: por meio de ingestão ou mastigação. – Inalação: por meio de aspiração nasal. – Fumados: especialmente em substâncias como nicotina e cocaína. – Injetados: forma associada a maior risco de danos à saúde. O início dos efeitos depende tanto da via de administração quanto das propriedades químicas específicas da substância. Efeitos fisiológicos e comportamentais dos estimulantes Os efeitos dos estimulantes sobre o organismo dependem de diversos fatores individuais e contextuais, incluindo: – Parâmetros biológicos, como peso, altura e estado de saúde geral. – Experiência prévia com a substância e tolerância desenvolvida. – Interação com outras drogas ou medicamentos. – Dosagem consumida. – Ambiente em que a substância foi utilizada. Efeitos associados a doses baixas: – Sensação de euforia e bem-estar. – Aumento da frequência cardíaca e da pressão arterial. – Elevação do estado de alerta. – Redução do apetite. – Maior disposição para interações sociais. Efeitos associados a doses elevadas: – Ansiedade e tensão muscular. – Náusea e tremores. – Hipertermia (aumento da temperatura corporal). – Convulsões, coma e, em casos extremos, óbito. O impacto de substâncias psicoativas, como os estimulantes, pode variar significativamente conforme o estado emocional do indivíduo e o ambiente em que a droga é consumida: – Estado emocional (“set”): Refere-se ao humor, às expectativas e às experiências anteriores do indivíduo com a substância. Por exemplo, sentimentos de ansiedade ou estresse podem intensificar os efeitos negativos da droga. – Ambiente (“setting”): Engloba fatores externos, como o local de consumo, a presença de outras pessoas e estímulos sensoriais (música, luzes). Ambientes calmos tendem a mitigar efeitos adversos, enquanto ambientes caóticos podem exacerbar reações negativas. Riscos de overdose O uso inadequado de estimulantes, especialmente os ilícitos, está associado a um elevado risco de overdose. Esse risco também se aplica a medicamentos prescritos quando utilizados fora das orientações médicas. Sinais clínicos de overdose incluem: – Taquicardia (batimento cardíaco acelerado). – Dor torácica. – Dificuldades respiratórias. – Convulsões ou desmaios. – Agitação extrema. A ocorrência de qualquer um desses sintomas requer intervenção médica imediata. Em situações de emergência, recomenda-se acionar os serviços de saúde especializados. Efeitos pós-consumo (“descida”) Os dias subsequentes ao uso de estimulantes podem ser marcados por efeitos adversos, como: – Insônia e dificuldade para relaxar (comum após o uso de ice ou speed). – Irritabilidade e paranoia leve (frequente após o consumo de cocaína). Esses efeitos são indicativos do impacto residual das substâncias sobre o organismo e podem variar conforme o tipo e a quantidade consumida. Tolerância e dependência O uso prolongado de estimulantes pode levar ao desenvolvimento de tolerância, caracterizada pela necessidade de doses maiores para obter os mesmos efeitos, e de dependência, definida pela incapacidade de realizar atividades cotidianas sem o uso da substância. – Substâncias ilícitas: como ice, speed, cocaína e nicotina, apresentam alto potencial de dependência. – Medicamentos prescritos: quando utilizados conforme as orientações médicas, estimulantes como dexanfetamina e metilfenidato desempenham papel essencial no manejo de condições clínicas, como TDAH e narcolepsia. No entanto, o uso inadequado desses medicamentos pode acarretar danos significativos. Interações entre estimulantes e outras drogas A combinação de estimulantes com outras substâncias pode resultar em efeitos imprevisíveis e potencialmente fatais. Exemplos incluem: – Ice/speed e IMAOs: risco elevado de hipertensão arterial, arritmias cardíacas e acidente vascular cerebral. – Cocaína e álcool/opiáceos: aumento do estresse corporal, elevando o risco de overdose. – Cocaína e MDMA: redução dos efeitos desejados do MDMA, com aumento do risco de eventos cardiovasculares graves.
Começar a fumar antes dos 20 anos aumenta a dependência, aponta estudo japonês
Cientistas sugerem elevar a idade mínima para consumo de cigarros Um estudo japonês revelou que iniciar o consumo de cigarros antes dos 20 anos está associado a uma maior dependência de nicotina. Os pesquisadores sugerem aumentar a idade legal para compra de tabaco para 22 anos ou mais, o que poderia reduzir o número de pessoas viciadas. “Nossos resultados mostram que começar a fumar cedo intensifica a dependência de nicotina, mesmo na idade adulta jovem”, afirma o Dr. Koji Hasegawa, autor do estudo apresentado em um congresso da Sociedade Europeia de Cardiologia. Como foi conduzida a pesquisaO estudo avaliou 1.382 fumantes em uma clínica de cessação no Japão, divididos em dois grupos: os que começaram a fumar antes dos 20 anos e os que começaram depois. Foram medidos os níveis de monóxido de carbono no hálito e aplicados testes de dependência, como o de Fagerström. Principais resultadosFumantes que iniciaram antes dos 20 anos relataram maior consumo diário de cigarros (25 contra 22), níveis mais altos de monóxido de carbono (19 vs. 16,5 ppm) e maior dependência de nicotina (7,4 vs. 6,3 no teste de Fagerström). Apenas 46% deles conseguiram parar de fumar, contra 56% dos que começaram mais tarde. A análise também mostrou que a dependência diminui conforme a idade de início aumenta. Quem começou a fumar aos 22 anos ou mais apresentou menor dependência (pontuação média de 6,0). Fonte: https://revistagalileu.globo.com/saude/noticia/2023/11/comecar-a-fumar-antes-dos-20-anos-causa-mais-dependencia-diz-estudo-japones.ghtml Fonte: https://revistagalileu.globo.com/saude/noticia/2023/11/comecar-a-fumar-antes-dos-20-anos-causa-mais-dependencia-diz-estudo-japones.ghtml
Epidemia de ansiedade entre jovens ligada ao uso excessivo de tecnologia
Especialistas como Jonathan Haidt, professor da New York University, e Jean Twenge, da San Diego State University, identificam o uso excessivo de smartphones e redes sociais como os principais vilões desta crise. A “Geração Z”, primeira a passar toda adolescência com dispositivos móveis, enfrenta desafios únicos: comparação social constante, exposição a vidas idealizadas online, cyberbullying e privação de sono causada pela luz azul das telas. Haidt descreve este fenômeno como “A Grande Reconfiguração”, onde o tempo antes dedicado a brincadeiras ao ar livre e interações presenciais foi substituído por horas em ambientes virtuais. O problema é agravado por dois fatores simultâneos: superproteção no mundo real (diminuição de brincadeiras livres sem supervisão) e falta de proteção no mundo virtual. A ansiedade, que evolutivamente servia como mecanismo de defesa, transformou-se em barreira para o desenvolvimento saudável. O fenômeno FOMO (medo de ficar de fora) e a necessidade constante de validação online mantêm os jovens em estado de alerta permanente. Em resposta, governos estão implementando restrições. O Brasil sancionou a Lei 15.100/25, proibindo celulares nas escolas. Na Flórida, menores de 14 anos não podem criar contas em redes sociais, enquanto a Austrália elevou a idade mínima para 16 anos. Especialistas recomendam uma abordagem multifacetada: educação digital consciente, políticas públicas para saúde mental, e maior envolvimento dos pais, que devem limitar seu próprio uso de tecnologia e criar ambientes seguros de desconexão. O desafio é encontrar equilíbrio que permita aproveitar os benefícios da tecnologia sem comprometer a saúde mental das novas gerações. Fonte: https://revistagalileu.globo.com/saude/coluna/2025/03/uso-de-smartphones-e-redes-sociais-esta-causando-epidemia-de-ansiedade-entre-jovens.ghtml
CANABINOIDE SINTÉTICO
O que são canabinoides sintéticos? Canabinoides sintéticos (também conhecidos como cannabis sintética) são uma nova substância psicoativa (NPS) que foi originalmente projetada para imitar ou produzir efeitos semelhantes aos da cannabis . É vendida online desde 2004. No entanto, os canabinoides sintéticos não são uma forma sintética de cannabis e não imitam os efeitos do THC (delta-9 tetrahidrocanabinol, o ingrediente ativo da cannabis ) – eles produzem uma série de efeitos negativos que não são causados pela cannabis. Por esse motivo, os termos cannabis sintética ou maconha sintética são incorretos. O termo correto para essas substâncias é agonistas sintéticos dos receptores canabinoides (SCRAs) – mas para simplificar, esta página usará o termo canabinoides sintéticos. Como são os canabinoides sintéticos? Canabinoides sintéticos são produtos químicos em pó que geralmente são misturados com solventes e pulverizados em ervas e vendidos em pacotes coloridos e de marca. Os produtos químicos geralmente variam de lote para lote, pois os fabricantes tentam ficar à frente da lei, então pacotes diferentes podem produzir efeitos diferentes, mesmo que o nome e a marca na embalagem pareçam iguais. Outros nomes Os canabinoides sintéticos são comercializados sob diferentes marcas. Spice foi o primeiro de uma série de produtos canabinoides sintéticos vendidos em muitos países europeus. Desde então, vários produtos semelhantes foram desenvolvidos, como spice, selva, cloud9, e “drogas K” (K2, K4, K9, Kronic). Os canabinoides sintéticos também podem ser comercializados como chá afrodisíaco, incenso de ervas e potpourri. Outros tipos de canabinoides Como os canabinoides sintéticos são usados? Os canabinoides sintéticos são os mais comumente fumados. 2 Os efeitos geralmente são sentidos em minutos. Efeitos dos canabinoides sintéticos O uso de qualquer droga pode ter riscos. É importante ter cuidado ao tomar qualquer tipo de droga. Os canabinoides sintéticos afetam cada pessoa de forma diferente, com base em: Os efeitos dos canabinoides sintéticos podem incluir: Conjunto e configuração Os canabinoides sintéticos têm efeitos variados dependendo do humor da pessoa (geralmente chamado de “conjunto”) ou do ambiente em que ela está (o “cenário”): Alta dosagem Se você tomar uma grande quantidade, ou tiver um lote forte, você pode ter uma overdose. Ligue para uma ambulância imediatamente discando (192) se você tiver algum dos seguintes sintomas (os serviços de emergência estão lá para ajudar e podem fornecer instruções por telefone): Efeitos a longo prazo O uso regular de canabinoides sintéticos pode eventualmente causar problemas de saúde mental, problemas cardíacos e deficiências comportamentais e cognitivas. Canabinoides sintéticos e saúde mental Pessoas com problemas de saúde mental ou histórico familiar desses problemas devem evitar o uso de canabinoides sintéticos. Pessoas que usam canabinoides sintéticos têm maior risco de apresentar sintomas de ansiedade e depressão, e o uso a longo prazo está fortemente associado a problemas graves de saúde mental. Tanto indivíduos saudáveis quanto vulneráveis podem sofrer de psicose após o uso de canabinoides sintéticos. E, em comparação com a cannabis, os sintomas psicóticos associados aos canabinoides sintéticos são mais graves e podem durar semanas após o último uso. Tolerância e dependência Pessoas que usam regularmente canabinoides sintéticos podem rapidamente se tornar dependentes da droga. Elas podem sentir que precisam de canabinoides sintéticos para realizar suas atividades normais, como trabalhar, estudar e socializar, ou apenas para passar o dia. Elas também podem desenvolver tolerância a ele, o que significa que precisam tomar quantidades maiores de canabinoides sintéticos para obter o mesmo efeito. Misturar canabinoides sintéticos com outras drogas Os efeitos de tomar canabinoides sintéticos com outras drogas, incluindo medicamentos de venda livre ou prescritos, podem ser imprevisíveis e perigosos. O uso de mais de uma droga ou tipo de droga consumida ao mesmo tempo é chamado de policonsumo de drogas. Mais sobre o uso de múltiplas drogas O policonsumo de drogas é um termo para o uso de mais de uma droga ou tipo de droga ao mesmo tempo ou um após o outro. O policonsumo de drogas pode envolver tanto drogas ilícitas quanto substâncias legais, como álcool e medicamentos. LEIA MAIS Desistir dos canabinoides sintéticos depois de usá-los por um longo tempo é desafiador porque o corpo precisa se acostumar a funcionar sem eles. Foi relatado que algumas pessoas que usam canabinoides sintéticos em excesso e regularmente podem apresentar sintomas de abstinência quando tentam parar, incluindo: O risco de tolerância e dependência de canabinoides sintéticos e seus efeitos associados podem ser reduzidos fazendo pausas regulares no fumo da droga e evitando usar uma grande quantidade de uma vez. Leia mais sobre retirada Saúde e segurança Não há uma maneira segura de usar canabinoides sintéticos. Se você decidir usar a droga, é importante considerar o seguinte: Regulando a ingestão Embalagem enganosa Quando absolutamente não deve ser usado O uso de canabinoides sintéticos provavelmente será mais perigoso quando: Obtendo ajuda Se o uso de canabinoides sintéticos estiver afetando sua saúde, família, relacionamentos, trabalho, escola, finanças ou outras situações da vida, ou se você estiver preocupado com outra pessoa, você pode encontrar ajuda e apoio. Ligue para a Linha Direta Nacional de Álcool e Outras Drogas no ligue 132 para obter aconselhamento, informações e aconselhamento gratuitos e confidenciais sobre álcool e outras drogas. Pesquisa de serviços de ajuda e suporte Encontre um serviço em sua área local em nossa lista. Basta adicionar sua localização ou código postal e filtrar por tipo de serviço para descobrir rapidamente ajuda perto de você. Se você estiver procurando por outras informações ou opções de suporte, envie um e-mail para ajuda@promude.com.br